O meu pai diz que Fevereiro é o mês mais difícil. É quando tem menos dias para cumprir os prazos. Eu tenho pena deste mês. Ninguém tem culpa de nascer pequeno.
Afonso Cruz - O Livro Do Ano

Por amor vou para o rio e fico ao sol.
Se é que me entendem..



Andrew Belle - Pieces 

aqui está uma musica para se ouvir a andar de mota! ;D
Jean Cocteau (self-portrait, 1954)

O acaso é a forma que Deus tem de passar despercebido.
Jean Cocteau


Não posso deixar de dizer que continuas a ser, para mim, um dos melhores treinadores portugueses. A minha memória não me permite insultar-te muito porque recordo-me bem das alegrias que  nos deste, da maneira como te dedicaste ao grande Benfica. És singular. Obrigada por todas estas épocas de espectáculo. Vale sempre a pena.
E a vida passa, e lá voltas ás origens..mas é claro que estou triste, surpreendida, mas isto passa. Agora os Sportinguistas também gostam de ti, o Zé Povinho vira muito a casaca.
O Benfica há-de provar como é grande com ou sem as orações de Jesus.
O verde fica-te mal, JUDAS! JORGE JUDAS! 
vem sentar-te comigo nos anéis de Saturno 
É certo e sabido que o final feliz é uma invenção humana, uma necessidade de obliterar a morte. A vida nunca acaba bem. Porque todas as histórias de seres vivos acabam misturadas com a terra, acabam no caixão. Esta não é excepção, porque é fiel ao fatalismo da nossa condição de mortais com pretensões a outras coisas.
Afonso Cruz - Jesus Cristo Bebia Cerveja 

( Gosto deste Senhor. Esta é a oitava obra de Afonso Cruz, um autor que tem vindo a ganhar o seu espaço no panorama literário nacional e que, desde 2008, já publicou 14 livros. Isto para além de ser multifacetado, com actividade entre a realização, a ilustração e a música, para além da escrita. Já para não falar de que o "Jesus Cristo Bebia Cerveja" foi o melhor livro português que li o ano passado.)


What's up Hong Kong?

Está BRUTAL! 
A sabedoria vem com a idade, com a velhice, e suspeito que nos come os órgãos pois quanto mais sabemos das coisas, mais o fígado se queixa, mais os rins têm insuficiência, mais o coração pára. A sabedoria come tudo . 
Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja 


African Renaissance Monument. Dakar, Senegal photographed by Fabrice Fouillet

“Someone has to die in order that the rest of us should value life more. It’s contrast.”
The Hours (2002) dir. Stephen Daldry
“ser o que se pode é a felicidade. Pensou nisto a Isaura. Não adianta sonhar com o que é feito apenas de fantasia e querer aspirar ao impossível. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode” 
 Valter Hugo Mãe, O Filho de Mil Homens

Neil deGrasse Tyson
Recordações da Casa Amarela
1989, de João César Monteiro

The Theory of Everything (2014)

Eurovision Song Contest  |  Portugal

[1964] António Calvário - Oração [0 Points | 13th Place]
[1965] Simone de Oliveira - Sol de inverno [1 Point | 13th Place]
[1966] Madalena Eglésias - Ele e Ela [6 Points | 13th Place]
[1967] Eduardo Nascimento - O Vento Mudou [3 Points | 12th Place]
[1968] Carlos Mendes - Verão [5 Points | 11th Place]
[1969] Simone de Oliveira - Desfolhada Portuguesa [4 Points | 15th Place]
[1970]
[1971] Tonicha - Menina do Alto da Serra [83 Points | 9th Place]
[1972] Carlos Mendes - A Festa da Vida [90 Points | 7th Place]
[1973] Fernando Tordo - Tourada [80 Points | 10th Place]
[1974] Paulo de Carvalho - E Depois do Adeus [3 Points | 14th Place]
[1975] Duarte Mendes - Madrugada [16 Points | 16th Place]
[1976] Carlos do Carmo - Flor de Verde Pinho [24 Points | 12th Place]
[1977] Os Amigos - Portugal no Coração [18 Points | 14th Place]
[1978] Gemini - Dai li Dou [5 Points | 17th Place]
[1979] Manuela Bravo - Sobe, Sobe, Balão Sobe [64 Points | 9th Place]
[1980] José Cid - Um Grande, Grande Amor [71 Points | 7th Place]
[1981] Carlos Paião - Play Back [9 Points | 18th Place]
[1982] Doce - Bem Bom [32 Points | 13th Place]
[1983] Armando Gama - Esta Balada Que Te Dou [33 Points | 13th Place]
[1984] Maria Guinot - Silêncio e Tanta Gente [38 Points | 11th Place]
[1985] Adelaide Ferreira - Penso em Ti, Eu Sei [9 Points | 18th Place]
[1986] Dora - Não Sejas Mau Pra Mim [28 Points | 14th Place]
[1987] Nevada - Neste Barco à Vela [15 Points | 18th Place]
[1988] Dora - Voltarei [5 Points | 18th Place]
[1989] Da Vinci - Conquistador [39 Points | 16th Place]
[1990] Nucha - Há Sempre Alguém [9 Points | 20th Place]
[1991] Dulce Pontes - Lusitana Paixão [62 Points | 8th Place]
[1992] Dina - Amor d'Água Fresca [26 Points | 17th Place]
[1993] Anabela - A Cidade Até Ser Dia [60 Points | 10th Place]
[1994] Sara Tavares - Chamar a Música [73 Points | 8th Place]
[1995] Tó Cruz - Baunilha e Chocolate [5 Points | 21th Place]
[1996] Lúcia Moniz - O Meu Coração Não Tem Cor [92 Points | 6th Place]
[1997] Celia Lawson - Antes do Adeus [0 Points | 24th Place]
[1998] Alma Lusa - Se Eu Te Pudesse Abraçar [36 Points | 12th Place]
[1999] Rui Bandeira - Como Tudo Começou [12 Points | 21th Place]
[2000]
[2001] MTM - Só Sei Ser Feliz Assim [18 Points | 17th Place]
[2002]
[2003] Rita Guerra - Deixa-me Sonhar [13 Points | 22th Place]
[2004] Sofia Vitória - Foi Magia [38 Points | 15th Place - Semi-Final]
[2005] 2B - Amar [51 Points | 17th Place - Semi-Final]
[2006] NonStop - Coisas de Nada [26 Points | 19th Place - Semi-Final]
[2007] Sabrina - Dança Comigo [88 Points | 11th Place - Semi-Final]
[2008] Vânia Fernandes - Senhora do Mar (Negras Águas) [120 Points | 2nd Place - Semi-Final (2)] [69 Points | 13th Place - Final]
[2009] Flor-de-lis - Todas As Ruas Do Amor [57 Points | 15th Place - Final]
[2010] Filipa Azevedo - Há Dias Assim [43 Points | 18th Place - Final]
[2011] Homens da Luta - Luta É Alegria [22 Points | 18th Place - Semi-Final (1)]
[2012] Filipa Sousa - Vida Minha [39 Points | 13th Place - Semi-Final (2)]
[2013]
[2014] Suzy - Quero Ser Tua [39 Points | 11th Place - Semi-Final (1)]
[2015] Leonor Andrade - Há Um Mar Que Nos Separa [19 Points | 14th Place - Semi-Final (2)]

“Perder pessoas” é uma expressão que, quando se lê de relance, soa mal. Magoa. Estranha-se. E, ao contrário do provérbio, nem sempre se consegue entranhar. Pelo menos quando aparece como um ato isolado, único, desprendido.

Vivemos. Fazemos vida. Somos vida. Vida em nós e nos outros. E é nesses momentos, em que pensamos naquilo que fazemos em vida e da vida, que nos apercebemos de que “perder pessoas” causa-nos, por vezes, sentimentos eternos, daqueles que se arrastam, que corroem, que não doem sempre, mas que se esmorecem num corpo e dificilmente o abandonam. Como ervas daninhas que se multiplicam sem quê nem porquê.

“Perder pessoas” é senti-las abalar mesmo quando continuam ali ao lado – num outro lado. É quando um coração se despega do outro, levando consigo memórias, momentos e, mais intenso do que tudo isto, quando leva atrás de si uma multiplicação de circunstâncias que, por mais que tentes, não se desligam.

“Perder pessoas” pode ser mais intenso do que a morte terrena. É a sensação de vazio quando a vida que era nossa, connosco e por nós é agora um horizonte – distante, relutante, auspicioso, lá longe.

“Perder pessoas” pode ser o equivalente a perder sonhos. E cada sonho que não amanhece é uma parte de nós que se vai. Os sonhos constroem-se, imaginam-se, idealizam-se e depois, bem depois, em algumas ocasiões, de forma egoísta, desaparecem, voam, seguem novas paragens.

E a vida também é, talvez, um “perder”. Fechar umas portas. Abrir outras. Despedirmo-nos de uns. Acatarmos outros. Aceitarmos a diferença e vivermos com ela. Como se a nossa melhor companhia fosse a capacidade de aceitação daquilo que o outro é e daquilo que sou. Com a intrínseca certeza de que melhorar diariamente é um caminho.

E mesmo assim, mesmo com os sentidos em equilíbrio, “perder pessoas” será sempre um desgaste. De emoções. De sentimentos.

Às vezes somos a vida. Outras, porém, mais desprovidas de sentido e de razão, somos a realidade que já foi presente e que agora, bem agora, dá lugar à fugacidade das lembranças. Também somos lugares. E cheiros. E cantinhos a descobrir. Milímetro a milímetro, como quem percorre um terreno germinado de sensações.

E viver é ser de alguém, por alguém e com alguém. Por escassas ocasiões de nenhuma pessoa. De nós. De um interior que cresce e esmorece, floresce e engradece, bem ao jeito de um mundo perdido que se funde e se encontra em olhares.

Somos na vida dos outros a busca – de um terreno fértil. Sem escárnio. Sem maldizer. Sem menosprezar. Somos também aquilo que nos ocupa o coração. Somos a grandeza das razões e o alerta da necessidade do próximo. Somos gargalhadas riscadas de alegrias. E, quando preciso, verdades mais duras envoltas de razão.

A sorte, a grande sorte, é que, também na vida, o antónimo de “perder” é sempre, mas sempre, “encontrar”.
Encontrar pessoas.

PERDER PESSOAS por João Baptista
http://mariacapaz.pt/cronicas/perder-pessoas-por-joao-baptista-quota-parte/