“ser o que se pode é a felicidade. Pensou nisto a Isaura. Não adianta sonhar com o que é feito apenas de fantasia e querer aspirar ao impossível. A felicidade é a aceitação do que se é e se pode” 
 Valter Hugo Mãe, O Filho de Mil Homens

Neil deGrasse Tyson
Recordações da Casa Amarela
1989, de João César Monteiro

The Theory of Everything (2014)

Eurovision Song Contest  |  Portugal

[1964] António Calvário - Oração [0 Points | 13th Place]
[1965] Simone de Oliveira - Sol de inverno [1 Point | 13th Place]
[1966] Madalena Eglésias - Ele e Ela [6 Points | 13th Place]
[1967] Eduardo Nascimento - O Vento Mudou [3 Points | 12th Place]
[1968] Carlos Mendes - Verão [5 Points | 11th Place]
[1969] Simone de Oliveira - Desfolhada Portuguesa [4 Points | 15th Place]
[1970]
[1971] Tonicha - Menina do Alto da Serra [83 Points | 9th Place]
[1972] Carlos Mendes - A Festa da Vida [90 Points | 7th Place]
[1973] Fernando Tordo - Tourada [80 Points | 10th Place]
[1974] Paulo de Carvalho - E Depois do Adeus [3 Points | 14th Place]
[1975] Duarte Mendes - Madrugada [16 Points | 16th Place]
[1976] Carlos do Carmo - Flor de Verde Pinho [24 Points | 12th Place]
[1977] Os Amigos - Portugal no Coração [18 Points | 14th Place]
[1978] Gemini - Dai li Dou [5 Points | 17th Place]
[1979] Manuela Bravo - Sobe, Sobe, Balão Sobe [64 Points | 9th Place]
[1980] José Cid - Um Grande, Grande Amor [71 Points | 7th Place]
[1981] Carlos Paião - Play Back [9 Points | 18th Place]
[1982] Doce - Bem Bom [32 Points | 13th Place]
[1983] Armando Gama - Esta Balada Que Te Dou [33 Points | 13th Place]
[1984] Maria Guinot - Silêncio e Tanta Gente [38 Points | 11th Place]
[1985] Adelaide Ferreira - Penso em Ti, Eu Sei [9 Points | 18th Place]
[1986] Dora - Não Sejas Mau Pra Mim [28 Points | 14th Place]
[1987] Nevada - Neste Barco à Vela [15 Points | 18th Place]
[1988] Dora - Voltarei [5 Points | 18th Place]
[1989] Da Vinci - Conquistador [39 Points | 16th Place]
[1990] Nucha - Há Sempre Alguém [9 Points | 20th Place]
[1991] Dulce Pontes - Lusitana Paixão [62 Points | 8th Place]
[1992] Dina - Amor d'Água Fresca [26 Points | 17th Place]
[1993] Anabela - A Cidade Até Ser Dia [60 Points | 10th Place]
[1994] Sara Tavares - Chamar a Música [73 Points | 8th Place]
[1995] Tó Cruz - Baunilha e Chocolate [5 Points | 21th Place]
[1996] Lúcia Moniz - O Meu Coração Não Tem Cor [92 Points | 6th Place]
[1997] Celia Lawson - Antes do Adeus [0 Points | 24th Place]
[1998] Alma Lusa - Se Eu Te Pudesse Abraçar [36 Points | 12th Place]
[1999] Rui Bandeira - Como Tudo Começou [12 Points | 21th Place]
[2000]
[2001] MTM - Só Sei Ser Feliz Assim [18 Points | 17th Place]
[2002]
[2003] Rita Guerra - Deixa-me Sonhar [13 Points | 22th Place]
[2004] Sofia Vitória - Foi Magia [38 Points | 15th Place - Semi-Final]
[2005] 2B - Amar [51 Points | 17th Place - Semi-Final]
[2006] NonStop - Coisas de Nada [26 Points | 19th Place - Semi-Final]
[2007] Sabrina - Dança Comigo [88 Points | 11th Place - Semi-Final]
[2008] Vânia Fernandes - Senhora do Mar (Negras Águas) [120 Points | 2nd Place - Semi-Final (2)] [69 Points | 13th Place - Final]
[2009] Flor-de-lis - Todas As Ruas Do Amor [57 Points | 15th Place - Final]
[2010] Filipa Azevedo - Há Dias Assim [43 Points | 18th Place - Final]
[2011] Homens da Luta - Luta É Alegria [22 Points | 18th Place - Semi-Final (1)]
[2012] Filipa Sousa - Vida Minha [39 Points | 13th Place - Semi-Final (2)]
[2013]
[2014] Suzy - Quero Ser Tua [39 Points | 11th Place - Semi-Final (1)]
[2015] Leonor Andrade - Há Um Mar Que Nos Separa [19 Points | 14th Place - Semi-Final (2)]

“Perder pessoas” é uma expressão que, quando se lê de relance, soa mal. Magoa. Estranha-se. E, ao contrário do provérbio, nem sempre se consegue entranhar. Pelo menos quando aparece como um ato isolado, único, desprendido.

Vivemos. Fazemos vida. Somos vida. Vida em nós e nos outros. E é nesses momentos, em que pensamos naquilo que fazemos em vida e da vida, que nos apercebemos de que “perder pessoas” causa-nos, por vezes, sentimentos eternos, daqueles que se arrastam, que corroem, que não doem sempre, mas que se esmorecem num corpo e dificilmente o abandonam. Como ervas daninhas que se multiplicam sem quê nem porquê.

“Perder pessoas” é senti-las abalar mesmo quando continuam ali ao lado – num outro lado. É quando um coração se despega do outro, levando consigo memórias, momentos e, mais intenso do que tudo isto, quando leva atrás de si uma multiplicação de circunstâncias que, por mais que tentes, não se desligam.

“Perder pessoas” pode ser mais intenso do que a morte terrena. É a sensação de vazio quando a vida que era nossa, connosco e por nós é agora um horizonte – distante, relutante, auspicioso, lá longe.

“Perder pessoas” pode ser o equivalente a perder sonhos. E cada sonho que não amanhece é uma parte de nós que se vai. Os sonhos constroem-se, imaginam-se, idealizam-se e depois, bem depois, em algumas ocasiões, de forma egoísta, desaparecem, voam, seguem novas paragens.

E a vida também é, talvez, um “perder”. Fechar umas portas. Abrir outras. Despedirmo-nos de uns. Acatarmos outros. Aceitarmos a diferença e vivermos com ela. Como se a nossa melhor companhia fosse a capacidade de aceitação daquilo que o outro é e daquilo que sou. Com a intrínseca certeza de que melhorar diariamente é um caminho.

E mesmo assim, mesmo com os sentidos em equilíbrio, “perder pessoas” será sempre um desgaste. De emoções. De sentimentos.

Às vezes somos a vida. Outras, porém, mais desprovidas de sentido e de razão, somos a realidade que já foi presente e que agora, bem agora, dá lugar à fugacidade das lembranças. Também somos lugares. E cheiros. E cantinhos a descobrir. Milímetro a milímetro, como quem percorre um terreno germinado de sensações.

E viver é ser de alguém, por alguém e com alguém. Por escassas ocasiões de nenhuma pessoa. De nós. De um interior que cresce e esmorece, floresce e engradece, bem ao jeito de um mundo perdido que se funde e se encontra em olhares.

Somos na vida dos outros a busca – de um terreno fértil. Sem escárnio. Sem maldizer. Sem menosprezar. Somos também aquilo que nos ocupa o coração. Somos a grandeza das razões e o alerta da necessidade do próximo. Somos gargalhadas riscadas de alegrias. E, quando preciso, verdades mais duras envoltas de razão.

A sorte, a grande sorte, é que, também na vida, o antónimo de “perder” é sempre, mas sempre, “encontrar”.
Encontrar pessoas.

PERDER PESSOAS por João Baptista
http://mariacapaz.pt/cronicas/perder-pessoas-por-joao-baptista-quota-parte/
Linda Martini, Lição de Vôo nº1


Caravaggio, Maria Maddalena in estasi (detail), ca. 1606

 Os estudiosos têm sugerido que a sua posição reclinada e o ombro destapado fazem um paralelo entre um momento de êxtase e um orgasmo sexual. 

The construction of the D. Luis bridge (1882-85?), Oporto. project from Theophile Seyrig ex disciple and Eiffel’s associate. Unknown photographer.

American Psycho (2000) dir. Mary Harron

American Psycho, a ação retrata os anos 80, a loucura do consumismo, e Patrick Bateman é um homem complexo que não vive muito bem com a ideia dos seus amigos terem sucesso. O mundo que o rodeia é falso e fútil, e esta realidade leva-o a ter uma vida dupla. Não sei se a ideia é criticar os anos 80 e toda aquela loucura de Wall Strett. No entanto é bem marcado a loucura da personagem. Também não acho que a ideia era mostrar como o dia a dia torna as pessoas psicopatas, porque eles existem desde sempre. 
Acho que a ideia é mostrar a doença mental da personagem que vai crescendo ao longo do filme. A interpretação de Cristian Bale está bem conseguida, na altura outros nomes vieram á baila, como por exemplo o Leonardo Dicaprio, no entanto não acredito que superasse o Cristian Bale.
Mas claro que é um clássico. Tem momentos brilhantes.


American Psycho - #5 - Phil Collins Speech


Quanto mais elevado é o espírito mais ele sofre.
Arthur Schopenhauer


"What Happened, Miss Simone?", um novo documentário sobre Nina Simone, vai estrear no Netflix e nalgumas salas de cinema em Junho depois de já ter sido apresentado no festival de cinema de Sundance, nos Estados Unidos. 
Só o trailer arrepia..espera-se ansiosamente por Junho.
Existe pessoas fantásticas em todo o lado que se infiltram no meio de outras.. tive uma professora de inglês que poderia ter sido mais uma professora, mas era bastante interessada nas coisas, todas as coisas desta nossa vida. 
Falava de muitos assuntos, incluindo cinema. Cinema do bom.
Uma certa manhã falou de um tal "Samba", e eu tinha de ver. 

Está na lista dos meus favoritos. Que me lembre só tinha visto a Charlotte Gainsbourg no filme Melancolia de 2011, e o Omar Sy também só vi um filme o Amigos Improváveis de 2011, mas neste filme estiveram os dois muito bem. A história é muito boa.


 Samba (2014)

 Samba (2014)
 Olivier Nakache, Eric Toledano

Também tem umas musicas porreiras como é o caso desta

Syreeta - To Know You, Is To Love You
Como se sabe, o Xavier Dolan é um jovem prodígio. Ele é incrivelmente multifacetado, muito talentoso. É a história de uma mãe solteira, de um filho problemático, e de uma vizinha que ajuda a equilibrar a relação. 
 É mais um daqueles filmes que nos preenche. Um elenco brilhante, tanta beleza, tantos pormenores que nos rebentam com as emoções, tanta naturalidade, tanta qualidade visual, tanta musica boa..isto é tão Xavier Dolan.. 


Mommy (2014), Xavier Dolan


Mommy (2014), Xavier Dolan

Mommy (2014), Xavier Dolan

 Mommy (2014), Xavier Dolan

Mommy (2014), Xavier Dolan

eu também sou assim

"Todos sabemos que vamos morrer. É a única certeza que temos. Não tenho medo da morte, tenho medo do sofrimento. É na vida que se encontram todas as maldades do mundo. A morte é o descanso".
Manoel de Oliveira
A photographer uses his own backdrop to mask Poland’s World War II ruins while shooting a portrait in Warsaw in November of 1946. 
(AP Photo/Michael Nash)

Naquele dia, deixou-se fascinar por veias. Veias e artérias. Pensou e admirou o seu crescimento, a forma ordeira como se espalhavam em silêncio debaixo da sua pele. Pequenos rios de sangue a crescer de acordo com as leis escondidas de uma orografia imparável; alimentando continentes, levando cheias de tempestade a terras sequiosas. A cada segundo, mais um milímetro de tubagem era construído com precisão e sem fadiga. Quem convencera o seu próprio organismo a alimentar assim o pequeno invasor? E onde estaria o projeto de uma tal empreitada? Como poderia, logo desde o início, aquela mão-cheia de células ambiciosas comandar um prodígio assim?
(in 18 Palavras Difíceis, de Luís Rainha, Tinta da China, 2012)

A soldier of East german grenztruppen lights a cigarette at the fall of Berlin wall, 1989-1990

 Behind the scenes of The Shining

 Behind the scenes of The Shining