Sheikh Zayed Mosque, Abu Dhabi: Inlaid flowers wind across the mosque’s 183,000-square-foot marble courtyard.
Photograph by Dave Yoder, National Geographic
Palace of Versailles
Palace of Versailles
palace of versailles
Versailles é uma loucura. Gostava de ter sido a Marie Antoinette!! AHAHAH
No século XXI, há uma doença que não ousa dizer o seu nome: a solidão. Hoje, solidão é sinônimo de revés amoroso, que por sua vez se tornou um estigma do insucesso - atualmente fracassar no amor é como estar desempregado. À noite, o solitário à mesa de um restaurante é um sem-abrigo, um intocável hindu, numa espécie de pelourinho. Perdoa-se tudo nesta sociedade permissiva, menos aquele que não é amado.
Paulo Nogueira, “O Suicida Feliz” (2003)
Nicola Bealing
Nicola Bealing
Fotografias de Stanley Kubrik, em 1946. Não havia smartphones, e as pessoas eram mais bonitas porque andavam de jornal na mão.
photograph: Stanley Kubrik, 1946
photograph: Stanley Kubrik, 1946
Tenho um professor que ao dar aulas é fascinante. É tão bom quando somos alunos. Observamos tudo. Não nos escapa nada. Este professor em particular, nesta altura do ano, fala em redes, satélites, planetas, animais, vida além deste nosso pequeno planeta..e muito mais.
O interessante não é só a matéria que estamos a dar, é a maneira como ele fala, com tanto entusiasmo, com tanto gosto, com tanta esperança, com tão boa energia..
Enfim, era só para registar isto..tenho um prof com uma boa vibe
(RELAÇÃO ENTRE O) TELHADO E A DÚVIDA Por mais andares que uma casa tenha termina sempre no telhado. É assim a vida do homem: por mais certezas que tenha, termina sempre na dúvida. (Malgorzata Zajac) Eu já não sou eu. Sou um fragmento de mim conservado num museu abandonado. Carta a Armando Côrtes-Rodrigues (19/11/1914), Fernando Pessoa
Javier Pérez
Javier Pérez
Javier Pérez
(…) Canto em voz baixa: Mache dich, mein Herze, rein. Vibração da minha voz, batimento do teu sangue, agitação nos meus tímpanos cansados do dia. E do teu sono, que começa, sobe uma aura de calor. Contra o meu peito, sinto as tuas pulsações mais lentas: gestos, sonhos de sons e perfumes, o conhecimento do corpo – sem palavras. Afastas-te nesse mundo interior, que eu não conheço, ou que já conheci e esqueci.
A mim, a vigília. Narrativas, teorias. A andar no escuro, a pensar no trabalho e a lembrar tantas coisas, textos que não tenho tempo de escrever. Penso que gostaria de escrever sobre Bach, mas não sei como se escreve sobre Bach, ainda procurarei durante muitos anos. Penso no tempo. Penso na memória dolorosa das imagens. Penso na tua fragilidade, e no cerco do mundo; a tua respiração, e a violência que empurra os corpos até ao vazio. A tua fragilidade nas minhas mãos e o mundo lá fora contra nós.
Mas murmuro sempre, continuo a murmurar para ti, sempre, Mache dich, mein Herze, rein…, como se estas notas de música pudessem proteger-nos, esses pequenos sons, um pouco de calor entre os nossos corpos. Uma breve melodia, no meio da noite, tudo o que temos, tudo o que existe em nós. (in Bach, de Pedro Eiras, Assírio & Alvim, 2014)
Bach: St. Matthew Passion
De perto, ninguém é normal.
Caetano Veloso
Earth by night, December 16, 2014.
(ESA)
Ella Fitzgerald performs at Mr Kelly’s nightclub, Chicago, Illinois, 1958
Filme do Desassossego (2010)
Li o "Livro do Desassossego" várias vezes. Gosto muito, acho que em determinadas alturas da vida todos desassossegamos, outros desassossegam a vida inteira. Bem, o que eu tenho para dizer é que esta obra é brilhante, Fernando Pessoa disse que o Bernardo Soares era o mais real e parecido com ele. Posto isto, esperava que o João Botelho fizesse desta obra um filme mais autêntico e interessante. Não gosto do filme, mal gosto das personagens, e não gosto de muitas outras coisas. Esperava muito mais, até porque isto seria também uma homenagem ao génio Pessoa. Tenho que ver "Os Maias" do João Botelho a ver se a coisa corre melhor...
Filme do Desassossego (2010)
"Viver doía-nos porque sabíamos que estávamos vivos
Morrer não nos aterrava porque tínhamos perdido a noção normal da morte”
B Fachada e Mac DeMarco
Que dois...TOP TOP
Vertigo (1958)
Vertigo (1958)
Vertigo (1958) - Dir. Alfred Hitchcock
Salvador Dali - “Rock & Roll”, 1957
Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo.
Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.