(RELAÇÃO ENTRE O) TELHADO E A DÚVIDA Por mais andares que uma casa tenha termina sempre no telhado. É assim a vida do homem: por mais certezas que tenha, termina sempre na dúvida. (Malgorzata Zajac) Eu já não sou eu. Sou um fragmento de mim conservado num museu abandonado. Carta a Armando Côrtes-Rodrigues (19/11/1914), Fernando Pessoa
Javier Pérez
Javier Pérez
Javier Pérez
(…) Canto em voz baixa: Mache dich, mein Herze, rein. Vibração da minha voz, batimento do teu sangue, agitação nos meus tímpanos cansados do dia. E do teu sono, que começa, sobe uma aura de calor. Contra o meu peito, sinto as tuas pulsações mais lentas: gestos, sonhos de sons e perfumes, o conhecimento do corpo – sem palavras. Afastas-te nesse mundo interior, que eu não conheço, ou que já conheci e esqueci.
A mim, a vigília. Narrativas, teorias. A andar no escuro, a pensar no trabalho e a lembrar tantas coisas, textos que não tenho tempo de escrever. Penso que gostaria de escrever sobre Bach, mas não sei como se escreve sobre Bach, ainda procurarei durante muitos anos. Penso no tempo. Penso na memória dolorosa das imagens. Penso na tua fragilidade, e no cerco do mundo; a tua respiração, e a violência que empurra os corpos até ao vazio. A tua fragilidade nas minhas mãos e o mundo lá fora contra nós.
Mas murmuro sempre, continuo a murmurar para ti, sempre, Mache dich, mein Herze, rein…, como se estas notas de música pudessem proteger-nos, esses pequenos sons, um pouco de calor entre os nossos corpos. Uma breve melodia, no meio da noite, tudo o que temos, tudo o que existe em nós. (in Bach, de Pedro Eiras, Assírio & Alvim, 2014)
Bach: St. Matthew Passion
De perto, ninguém é normal.
Caetano Veloso
Earth by night, December 16, 2014.
(ESA)
Ella Fitzgerald performs at Mr Kelly’s nightclub, Chicago, Illinois, 1958
Filme do Desassossego (2010)
Li o "Livro do Desassossego" várias vezes. Gosto muito, acho que em determinadas alturas da vida todos desassossegamos, outros desassossegam a vida inteira. Bem, o que eu tenho para dizer é que esta obra é brilhante, Fernando Pessoa disse que o Bernardo Soares era o mais real e parecido com ele. Posto isto, esperava que o João Botelho fizesse desta obra um filme mais autêntico e interessante. Não gosto do filme, mal gosto das personagens, e não gosto de muitas outras coisas. Esperava muito mais, até porque isto seria também uma homenagem ao génio Pessoa. Tenho que ver "Os Maias" do João Botelho a ver se a coisa corre melhor...
Filme do Desassossego (2010)
"Viver doía-nos porque sabíamos que estávamos vivos
Morrer não nos aterrava porque tínhamos perdido a noção normal da morte”
B Fachada e Mac DeMarco
Que dois...TOP TOP
Vertigo (1958)
Vertigo (1958)
Vertigo (1958) - Dir. Alfred Hitchcock
Salvador Dali - “Rock & Roll”, 1957
Todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo.
Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. Somos o resultado de tanta gente, de tanta história, tão grandes sonhos que vão passando de pessoa a pessoa, que nunca estaremos sós.
O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe
Palácio da Pena - Sintra, Portugal
Palido Ponto Azul Completo Carl Segan
Vale a pena ver! Pensem nisto..
boa noite.
11 anos. Nunca mais vou esquecer. O fim de janeiro lembra-me sempre de ti Fehér.
Aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre.
Anton Tchekhov
The Theory of Everything (2014)
James Marsh
Claro que este filme deu prémios para todos os gostos.
Gosto muito do Stephen Hawking. Admiro o gosto pela ciência a necessidade de encontrar respostas, e como todo o amor por tudo isto o mantêm vivo contra todas as hipóteses.
Isto é acima de tudo a melhor coisa que ele tem para nos ensinar. Agarra-se á ciência com tanta coragem e determinação que continua aqui connosco a fazer parte desta coisa maravilhosa que é viver.
Devíamos pensar nisto.
Um excelente trabalho do fotografo Paulo Ferreira.
Porto, a cidade das minhas histórias, e dos meus maiores segredos!
Slumdog Millionaire(2008)
Danny Boyle, Loveleen Tandan Adorei o filme! Boa montagem, exelente jogo de cores.. O Danny Boyle já conheço de outras histórias que também gostei como por exemplo Trainspotting (1996) e 127 Horas (2010). Algumas cenas do filme parecia-me ao estilo de Bollywood. Jamal é um rapaz pobre das favelas da Mumbai, que trabalha como "Chaiwalla" a servir chá, aos 18 anos inscreve-se no programa de televisão para encontrar o amor da sua vida. A meu ver algumas partes pareciam um pouco clichê mas são pormenores. O mais importante é que damos de caras com a realidade da Índia, Munbai, onde se passa toda a história. Tem momentos fortes mas no final senti-me cheia de esperança.