No dia 8 de Março de 1914, Fernando Pessoa acercou-se de uma cómoda alta e escreveu “trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase”. Assim nascia Alberto Caeiro.

Eu sabia que valia a pena ver! Gosto dos dois.


 buckingham fountain, grant park, Chicago 

buckingham fountain, grant park , Chicago 
"Olhamos sempre para o que não está direito. o que não está direito pode receber um novo nome: centro."
ATLAS do corpo e da imaginação, Gonçalo M. Tavares


"Nem comer, nem dormir. Somos demasiado modernos para estarmos cansados."
ATLAS do corpo e da imaginação, Gonçalo M. Tavares

Mostrai-me as anémonas, as medusas e os corais
Do fundo do mar.
Eu nasci há um instante.
- Sophia de Mello Breyner Andresen

 Heian-jingu shrine, Kyoto

Heian-jingu shrine, Kyoto

Marcos M. Casadore (em “Mínima lista”)


Se é para morrer

quero morrer muitas vezes,

mais do que as que soube ter vivido
e fui eterno sem o saber.

Se é para morrer

morrerei tantas vezes

que entre corpo e tempo
minha alma perderá caminho.

E morrerei

de tudo, em cada instante.

Morrerei até ser árvore,

renascendo em estação

para além do tempo, para além da luz.
Se é para morrer

que seja como o amor:

tanto e sempre
que não será derradeira a última vez.
Mia Couto (2007)


James Blunt - Bonfire Heart


Somos feitos da mesma matérias que as estrelas. 
Isto é a coisa mais bonita sobre a nossa existência. Vivemos suspensos num raio de sol dentro de um planeta azul, que é bonito, e que destruímos todos os dias todos juntos. 
Não somos nada, mas mesmo assim a cobrir o nosso esqueleto podre, temos pele que é composta por células com a mesma matérias que as estrelas. Continuamos a não ser nada. Somos todos mais iguais do que aquilo que parece. Cópias e cópias e cópias. A vida é em vão. Mas fazemos todos parte do universo. O universo está em nós. A morte é o fim de tudo. Existir é em vão. Portanto é importante viver as emoções, dar amor, receber amor. Ter menos medo do medo. Sermos menos maus, e olhar um pouco mais pelos outros. Aceitemos as pessoas tal como elas são..como isto é importante. Cometer erros é a coisa mais natural, como partir uma unha, ter uma pestana dentro do olho, ou tropeçar ..no entanto o tempo continua a passar e não vale muito a pena chorar sobre o leite derramado. Julguemos o menos possível, e não nos julguemos a nós próprios , é tornar a vida mais pesada, é perder tempo, e o tempo também é pouco. Se repararmos é tudo uma questão de perspectiva, se estivermos bem dispostos viver parece mais interessante. Se estivermos cansados até morrer não parece tão mau. Por mais miserável que pareça ir vivendo o dia-a-dia com alguma tranquilidade é a única coisa que podemos fazer e só temos uma média de 70 anos de existência que basicamente não é rigorosamente nada. Vive! Isto de existir passa muito depressa. Eu sei que muitos dias parecem lentos, mas a vida passa sem darmos conta disso. (só conversa da treta..)
Dizem que antes de morrer sentimos que vamos morrer, porque há um descarga de energia no corpo. Saber isto não é mau..antes do fim temos uns segundos em que temos consciência que o fim está ali. Isto é, se a lucidez não nos falhar naquela hora..
Enfim, antes que chegue o fim, sintam a adrenalina que é a felicidade de estar vivo. De simplesmente existir. Olhem as estrelas e sintam-se grandes!
A Sede da Televisão Central da China, em Pequim

 Burj Khalifa, Dubai

O maior congestionamento registado no mundo, foi na China, com 260 quilômetros
Alexander Rodchenko é um dos expoentes máximos da vanguarda soviética dos anos 30. Nasceu em São Petersburgo, em 1891. A sua familia mudou-se para Kazán, no Oeste de Rússia, onde Alexander estudou Historia da Arte. Posteriormente foi para Moscovo, onde continuou o seu estudo de arte. É, nesta altura, em 1915, influenciado por Malevich, que começou a pintar, com uma tendência abstracta. Alexander Rodchenko é um dos artistas russos mais versáteis dos anos 20 e 30.

Rodchenko. Retrato de Lilya Brik . 1924

Rodchenko ”Livros”. Cartaz para o departamento estatal da imprensa de Leningrado (Utilizando a foto de Lilya Brik). 1924

Matthew Cooper. Capa do album “You could have it so much better” dos Franz Ferdinand

Revista "Época", 2013

Bill Murray
Mas afinal quais foram as ultimas palavras de Bill Murray a Scarlett ? Imaginei tanta coisa, depois pesquisei e não encontrei, depois não queria encontrar, e acabo por ler sem querer. 


Lost In Translation, Sofia Coppola, 2003


"I have to be leaving, but I won't let that come between us. OK?"

Mas na verdade será sempre segredo.. :D