No dia 8 de Março de 1914, Fernando Pessoa acercou-se de uma cómoda alta e escreveu “trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase”. Assim nascia Alberto Caeiro.
Se é para morrer
quero morrer muitas vezes,
mais do que as que soube ter vivido
e fui eterno sem o saber.
Se é para morrer
morrerei tantas vezes
que entre corpo e tempo
minha alma perderá caminho.
E morrerei
de tudo, em cada instante.
Morrerei até ser árvore,
renascendo em estação
para além do tempo, para além da luz.
Se é para morrer
que seja como o amor:
tanto e sempre
que não será derradeira a última vez.
Mia Couto (2007)
Mia Couto (2007)
James Blunt - Bonfire Heart
Somos feitos da mesma matérias que as estrelas.
Isto é a coisa mais bonita sobre a nossa existência. Vivemos suspensos num raio de sol dentro de um planeta azul, que é bonito, e que destruímos todos os dias todos juntos.
Não somos nada, mas mesmo assim a cobrir o nosso esqueleto podre, temos pele que é composta por células com a mesma matérias que as estrelas. Continuamos a não ser nada. Somos todos mais iguais do que aquilo que parece. Cópias e cópias e cópias. A vida é em vão. Mas fazemos todos parte do universo. O universo está em nós. A morte é o fim de tudo. Existir é em vão. Portanto é importante viver as emoções, dar amor, receber amor. Ter menos medo do medo. Sermos menos maus, e olhar um pouco mais pelos outros. Aceitemos as pessoas tal como elas são..como isto é importante. Cometer erros é a coisa mais natural, como partir uma unha, ter uma pestana dentro do olho, ou tropeçar ..no entanto o tempo continua a passar e não vale muito a pena chorar sobre o leite derramado. Julguemos o menos possível, e não nos julguemos a nós próprios , é tornar a vida mais pesada, é perder tempo, e o tempo também é pouco. Se repararmos é tudo uma questão de perspectiva, se estivermos bem dispostos viver parece mais interessante. Se estivermos cansados até morrer não parece tão mau. Por mais miserável que pareça ir vivendo o dia-a-dia com alguma tranquilidade é a única coisa que podemos fazer e só temos uma média de 70 anos de existência que basicamente não é rigorosamente nada. Vive! Isto de existir passa muito depressa. Eu sei que muitos dias parecem lentos, mas a vida passa sem darmos conta disso. (só conversa da treta..)
Dizem que antes de morrer sentimos que vamos morrer, porque há um descarga de energia no corpo. Saber isto não é mau..antes do fim temos uns segundos em que temos consciência que o fim está ali. Isto é, se a lucidez não nos falhar naquela hora..
Enfim, antes que chegue o fim, sintam a adrenalina que é a felicidade de estar vivo. De simplesmente existir. Olhem as estrelas e sintam-se grandes!
Alexander Rodchenko é um dos expoentes máximos da vanguarda
soviética dos anos 30. Nasceu em São Petersburgo, em 1891. A sua familia
mudou-se para Kazán, no Oeste de Rússia, onde Alexander estudou Historia da
Arte. Posteriormente foi para Moscovo, onde continuou o seu estudo de arte. É,
nesta altura, em 1915, influenciado por Malevich, que começou a pintar, com uma
tendência abstracta. Alexander Rodchenko é um dos artistas russos mais
versáteis dos anos 20 e 30.
Rodchenko. Retrato de Lilya Brik . 1924
Rodchenko ”Livros”. Cartaz para o departamento estatal da imprensa de Leningrado (Utilizando a foto de Lilya Brik). 1924
Mas afinal quais foram as ultimas palavras de Bill Murray a Scarlett ? Imaginei tanta coisa, depois pesquisei e não encontrei, depois não queria encontrar, e acabo por ler sem querer.
Lost In Translation, Sofia Coppola, 2003
"I have to be leaving, but I won't let that come between us. OK?"
Mas na verdade será sempre segredo.. :D
Mas na verdade será sempre segredo.. :D
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