Elvis Presley in the army


 Destroying the Berlin Wall

George W. Bush being told about 9/11

A paz que sinto quando te vejo, pertence-me, ou pertence-te?
Não, nem a ti nem a mim, pastor.
Pertence só á felicidade e à paz.
Nem tua tens, porque sabes que a tens.
Nem eu a tenho, porque sei que a tenho.
Ela é ela só, e cai sobre nós como o sol,
Que te bate nas costas e te aquece, e tu pensas noutra coisa indiferentemente,
E me bate na cara e me ofusca, e eu só penso no sol. 
Alberto Caeiro 
“Os jogadores de cartas” de Paul Cézanne (1839-1906) e está em Qatar

Pietà (Michelangelo), Basílica de São Pedro, Vaticano

Beata Ludovica Albertoni by Gian Lorenzo Bernini, 1671-1674
 Sozinho levantado. Sozinho sentado. Sozinho deitado. Sozinho na velocidade que não existe, no minuto que não existe, no espaço que não existe, no tempo que não existe, na eternidade que não existe, no nada que não existe, no vazio cheio de lama. Sozinho num bloco de quartzo ignóbil, num icebergue em viagem. Sozinho com a solidão que não é só uma. Com a lua que foi sem ser. Com os seus passos que não existem. Com este tição que se devora e arde ao meio e se devora e arde num sonho que nem sequer é um sonho. Sozinho com o sono do condenado à morte.
Jean Cocteau, Tanta coisa por dizer , (ed. Língua Morta, tradução de Inês Dias)



Breaking Bad Song - Forever Blue (Walter White) by Miracle Of Sound
Salvador Dalí - Three Nudes, Ink on paper, 1944

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada, 
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo. 
Alberto Caeiro 

m83 - Midnight City  
Os gregos ambicionavam a fama no desporto porque ambicionavam obtê-la em tudo; nós ambicionamos a fama no desporto e nos passatempos porque não podemos ambicioná-la em mais nada...

Fernando Pessoa, A Imortalidade 


Não coleccionamos transições - caminhadas entre um sítio e outro. Tal incapacidade, pois disso se trata, é, entre as várias, uma das que mais nos menoriza. Memorizamos tranquilamente - nos nervos internos treinados para tal tarefa - um sítio e outro, um sentimento e o que surge a seguir, os amantes consecutivos, um dia e o seguinte (domingo, segunda), mas o que está entre o visível, o nomeável e o memorizável perde-se - sem textura nem ocupação mínima do espaço que permita tornar credível, aos olhos dos outros, a sua colecção. E o que não podemos mostrar não existe.
Gonçalo M. Tavares, Breves Notas sobre o Medo - Os Intervalos
Ricardo de Araújo Pereira - A Questão de Deus
23. Pensamento do dia: 

Sou um peixe.