parabéns 

Não, nunca me esqueci de ti.
Rui Veloso

 Podes vir chorar no meu peito, pois sabes sempre onde estou. 
 Rui Veloso

 Fui parar aos braços dela no meio da confusão. Fitei-a lá bem nos olhos, não mais a larguei da mão. 
 Rui Veloso

Tenho todo o tempo do mundo para ti.
Rui Veloso
 Picasso in his Studio
"Dói-me tudo, pernas, braços, cabeça e coração. Doem-me os olhos e os ouvidos. Agora, adormecia durante 6 meses."
MRP

A vida é extremamente difícil. E eu estou farta desta merda.
The Dreamers (2003) 

Não sou nada de especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns e vivo uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome, em breve, será esquecido... Mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.
Nicholas Sparks
 



Vamos rir um bocadinho. É mau rir dos outros, mas pronto. 
São coisas que não se controlam xD
És tão linda que nem dás vontade de foder .
Desconhecido
Vogue, desenhado em 1940 por Salvador Dali.
Fight Club

 O fabulosos destino de Amelie Poulain

Fernando Pessoa com Costa Brochado no Martinho da Arcada  

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa 

Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar.
  Fernando Pessoa, Livro do Desassossego

Se não soubermos esquecer, nunca estaremos livres de tristeza.
Provérbio Judaico

 I think it’s very healthy to spend time alone. You need to know how to be alone and not be defined by another person.
Oscar Wilde

Tiago Bettencourt

se tens vida queres mudar, mas se mudas não te vês.
quem procura encontrar, quem encontra para esquecer.
(...)
quando dói não vais gostar, mas não sais sem repetir.
quando voltas dói-te mais, mas não sabes resistir.
(...)
vais prender-te ao precepício, porque o perigo é um vício.
Tiago Bettencourt

Não vês o que sinto No meu labirinto?
Tiago Bettencourt

ainda penso em ti… pensa em mim, mas só mais uma vez.
Tiago Bettencourt


Estou oficialmente de férias!
FÉRIAS ?
( coisas da noite )

Hoje, 5 da manha, sentei-me. Pouco depois, o senhor João sentou-se 
ao meu lado e disse:
"não sei porque estás assim, mas devias mandar foder toda a gente." 
Meia hora depois, nós os dois, meros desconhecidos, 
estávamos a rir e a falar mal do mundo.
"Somos todos esquizofrénicos" Dizia ele.
Madrugada 15 de Julho 

TABACARIA

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(...) 
Álvaro Campos 

Filme: Sociedade dos poetas mortos, 1989

Fui para os bosques viver de livre vontade
Para sugar todo o tutano da vida...
 
Para aniquilar tudo o que não era vida
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi.

Henry David Thoreau


 Carpe Diem, rapazes: aproveitem o dia! 
Façam das vossas vidas algo de extraordinário.
Um dia serei assim.
Estar só sem nunca estar só.

Grande senhora, grande mundo.

Joao Cesar Monteiro - Recordacoes da Casa Amarela [1989]
Market Square - Krakow - Poland 

Hoje não consigo e desisto.
Simone
 Girl, Interrupted (1999)

Quando não queres sentir nada, a morte pode parecer um sonho.
Girl Interrupted
… Esse episódio da imaginação a que chamamos realidade.
Fernando Pessoa

A Lot Like Love, 2005


Os mortos recebem mais flores que os vivos, porque o remorso ė mais forte que a gratidão.
Mac Anderson  

Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste. Fernando Pessoa

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Miguel Torga

... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.
Miguel Sousa Tavares


 Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida …
Sou isso, enfim …
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
Álvaro de Campos
Temperatura a rondar os 17ºC, pressão atmosférica dentro do normal, respira-se humidade, ardem-me os olhos, ninguém me quer, nem eu.
Desconhecido 


Recordações da Casa Amarela, João César Monteiro, 1989.


Livravia Alta Acqua em Veneza, Itália

 Universidade de Tecnologia, na Suécia 

 Arco do Triunfo da Rua Augusta em 1862

  O Mosteiro dos Jerónimos abateu em 1878, por negligência na reabilitação.

Casa da pedra, Guimarães, Portugal

A Clockwork Orange, Stanley Kubrick
Eu quero ir para Paris por favor.  Alguém que me leve :(
Por favor
A Pilar, minha casa - As Intermitências da Morte
A Pilar, até ao último instante - O Homem Duplicado
A Pilar - Todos Os Nomes
A Pilar, os dias todos - Ensaio Sobre a Lucidez
A Pilar, que não deixou que eu morresse - A Viagem do Elefante
A Pilar, que ainda não havia nascido e tanto tardou a chegar - As Pequenas Memórias
A Pilar, que é como se disse água - Caim

 
Aqui a noite está quente mas fria sem ti.
Rachel King 

Tens tudo a ver comigo - pareço respirar-te - ouvir-te - sinto-te em mim.
  Katherine Mansfield
 
Mas quem sente muito, cala.
Fernando Pessoa

Se ensinares, ensina ao mesmo tempo a duvidar daquilo que estás a ensinar.
José Saramago
Já nem de noite surge a vontade de viver.
Desconhecido

Se fossemos cegos amávamos toda a gente.

Robert Capa, Pablo Picasso & Family 

Helena Almeida no seu estúdio, em Lisboa
2004, 


...e não fosse o cancro nos testículos...ou a falta dele..
Fight Club, 1999

 Paris, Dmitri Kessel. February 1948.
 
A música, seja de que estilo for, seja interpretada por quem quer que seja, faz propostas que cabe a nós tentar perceber. É claro que todos temos os nossos gostos pessoais, mas rejeitar à partida um género musical é estarmo-nos a privar, a auto-censurar, a tornar-nos mais pobres.
José Luís Peixoto


- Se eu quisesse, enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio… Enfim, Às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro… Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida… compreende?… a nossa vida, a vida inteira, está ali como… como um acontecimento excessivo… Tem de se arrumar muito depressa. Há felizmente o estilo. Não calcula o que seja? Vejamos: o estilo é um modo subtil de transferir a confusão e a violência da vida para o plano mental de uma unidade de significação. Faço-me entender? Não? Bem, não aguentamos a desordem estuporada da vida. E então pegamos nela, reduzimo-lo a dois ou três tópicos que se equacionam. Depois, por meio de uma operação intelectual, dizemos que esses tópicos se encontram no tópico comum, suponhamos, do Amor ou da Morte. Percebe? Uma dessas abstracções que servem para tudo. O cigarro consome-se, não é?, a calma volta. Mas pode imaginar o que seja isto todas as noites, durante semanas ou meses ou anos? 
 Herbeto Hélder
Simone com medo de olhar em frente, Junho 2012

Isto fui eu á uns anos atrás xD
Senti saudades a esta hora da noite, só isso.
Fodase, vou dormir
...
Lucian Freud - Boy Smoking, 1950-51.

Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.
 José Saramago - Cadernos de Lanzarote

Tudo me interessa e nada me prende.
O livro do desassossego, Bernardo Soares
(…)

O que depois se passou iria apagar para sempre da minha memória a cor que deve-ria ter-me ficado pegada aos olhos para sempre, uma vez que aquele era nada mais nada menos que o meu primeiro balão em todos os seis ou sete anos que levava de vida. Íamos nós no Rossio, já de regresso a casa, eu impante como se conduzisse pelos ares, atado a um cordel, o mundo inteiro, quando, de repente,ouvi que alguém se ria nas minhas costas. Olhei e vi. O balão esvaziara-se, tinha vindo a arrastá-lo pelo chão sem me dar conta, era uma coisa suja, enrugada, informe, e dois homens que vinham atrás riam-se e apontavam-me com o dedo, a mim, naquela ocasião o mais ridículo dos espécimes humanos. Nem sequer chorei. Deixei cair o cordel, agarrei-me ao braço da minha mãe como se fosse uma tábua de salvação e continuei a andar.
Aquela coisa suja, enrugada e informe era realmente o mundo.

As Pequenas Memórias, José Saramago 

Dá-me a tua mão e vamos ser alguém, a vida é feita para nós.
Ornatos Violeta


As putas também amam.
Desconhecido


Jorge Palma (fins dos anos 70 ou inícios dos anos 80) a tocar no metro de Paris. 
...
 
Tudo me cansa, mesmo o que não me cansa. A minha alegria é tão dolorosa como a minha dor.
Fernando Pessoa

Entre mim e a vida há um vidro ténue. Por mais nitidamente que eu veja e compreenda a vida, eu não posso lhe tocar. 
  Fernando Pessoa
 
Raciocinar a minha tristeza? Para quê, se o raciocínio é um esforço? e quem é triste não pode esforçar-se.  
Fernando Pessoa

Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda chuva contra um raio.
Sou tão inerte, tão pobrezinho, tão falho de gestos e actos.

Fernando Pessoa


A minha vida é como se me batessem com ela.
Fernando Pessoa
Quase que choro só a ver este bocadinho .

(…) Amar também é bom: porque o amor é difícil. O amor de duas criaturas humanas talvez seja a tarefa mais difícil que nos foi imposta, a maior e a última prova, a obra para a qual todas as outras são apenas uma preparação.
  Rainer Maria Rilke


Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.
Sophia Andresen

Estou só. Mas é-me impossível gritar - para quê?
Vergílio Ferreira
Kira O’Reilly - ’Succour‘ (2001)

– Acredita, perguntou Cândido, que os homens sempre se tenham massacrado mutuamente, como o fazem hoje? Que sempre tenham sido mentirosos, velhacos, pérfidos, ingratos, malfeitores, fracos, volúveis, covardes, invejosos, gulosos, bêbados, avarentos, ambiciosos, sanguinários, caluniadores, devassos, fanáticos, hipócritas e tolos? – O senhor acredita, indagou Martinho, que os gaviões sempre comeram os pombos quando os encontravam? – Claro, sem dúvida, anuiu Cândido – Pois bem! concluiu Martinho, se os gaviões tiveram sempre o mesmo carácter, como quer que os homens tenham mudado o deles?
Voltaire
Raios me partam, valeria a pena nascer neste mundo nem que fosse apenas para dormir. A propósito, essa é praticamente a primeira coisa que os bebês fazem, e isso também é um pouco esquisito. Raios me partam, mas tudo é esquisito, quando se pensa a respeito. Mais isso é contra os meus princípios. Não pensar, meu décimo primeiro mandamento, e dormir quando puder, o décimo segundo!
Herman Melville

Porque curiosamente, onde menos te encontro é onde tu exististes. Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu estares. Mas nem sempre. Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às vezes penso é bom que assim seja para eu aprender a estar só. Mas de outras vezes tu rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E digo-te não vás. Fica, fica! Fica junto a mim. Para sempre.
Vergílio Ferreira

É preciso amar o inútil. Criar pombos sem pensar em comê-los, plantar roseiras sem pensar em colher rosas, escrever sem pensar em publicar, fazer coisas assim, sem esperar nada em troca. A distância mais curta entre dois pontos, pode ser a linha reta, mas é nos caminhos curvos que se encontram as melhores coisas. (...)
Lygia Fagundes Telles